Segurança

Acidentes Pessoais com Bombeiros
Compete à Divisão de Segurança, Saúde e Estatuto Social (DSSES) coordenar o registo e o acompanhamento dos acidentes pessoais que envolvam elementos dos Corpos de Bombeiros.
A Norma Execução Permanente nº 1/DSSES/2021, publicada em 29/04/2021, enquadra os procedimentos de registo de acidentes, e define o prazo de 72 horas após o acidente para se proceder ao seu registo online.
Os dados dos Acidentes Pessoais com Bombeiros têm um valor inestimável, tanto em termos de projeção de novas medidas de saúde e segurança dos Bombeiros, como em termos de análise de situações de acidentes em particular, pelo que é essencial garantir a sua recolha e consequente tratamento.
Como é que os CB reportam um acidente?
- Deve ser preenchido um Formulário por cada acidente e por cada bombeiro acidentado, através de link disponibilizado online;
- O formulário deve ser preenchido pelo Comandante do CB ou por elemento(s) de comando por este designado, à semelhança do que já acontecia com o anterior RPAP.
Como é que os CB ficam com a evidência de terem enviado o Formulário?
- Os formulários submetidos pelos CB são rececionados diretamente em base de dados gerida pela DNB/DSSES
- No entanto, depois do CB submeter, terá a opção de imprimir ou de gravar o formulário em suporte pdf.
ACIDENTES PESSOAIS COM BOMBEIROS 2025
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, através da Direção Nacional de Bombeiros, acompanha e analisa os acidentes pessoais que envolvem elementos dos Corpos de Bombeiros. A análise destes registos contribui para a identificação de tendências e fatores de risco e para o desenvolvimento de medidas de prevenção e promoção da segurança e saúde ocupacional dos bombeiros.

Em 2025 foram reportados 370 acidentes pessoais, envolvendo 345 bombeiros de 148 Corpos de Bombeiros. Face aos 338 acidentes reportados em 2024, verifica-se um aumento de 9,5% no número de registos.
Principais indicadores de 2025
- 70,3% dos acidentes envolveram bombeiros do sexo masculino e 29,7% bombeiros do sexo feminino.
- 48,6% dos bombeiros acidentados tinham entre 17 e 35 anos. A faixa etária com maior expressão foi a dos 41 aos 45 anos (17,3%).
- A categoria de Bombeiro de 3.ª foi a mais representada, correspondendo a 41,4% dos acidentes registados.
- 53,0% dos acidentes envolveram bombeiros com vínculo voluntário e 47,0% bombeiros com vínculo profissional.
- 70,0% dos registos corresponderam a acidentes pessoais, 20,8% a acidentes de viação e 9,2% a situações de doença súbita.
- 68,9% dos acidentes ocorreram durante o serviço ou no Teatro de Operações.
- 49,7% dos acidentes concentraram-se nos meses de julho, agosto e setembro; agosto foi o mês com maior número de registos (95).
- 95,1% dos acidentes resultaram em feridos leves; foram registados 16 feridos graves e 2 mortes.
- Em 92,9% dos registos com informação disponível houve necessidade de encaminhamento para uma unidade de saúde.
- 91,4% dos acidentes foram participados ao seguro.
DISTRIBUIÇÃO DOS ACIDENTES




NATUREZA DAS OCORRÊNCIAS E PRINCIPAIS LESÕES
Em 2025 foram reportados à ANEPC 370 acidentes pessoais com bombeiros, envolvendo 345 elementos de 148 Corpos de Bombeiros. A maioria dos acidentes ocorreu durante o serviço ou no Teatro de Operações (68,9%) e 49,7% concentrou-se nos meses de julho, agosto e setembro. Os acidentes pessoais representaram 70,0% dos registos, seguindo-se os acidentes de viação (20,8%) e as situações de doença súbita (9,2%). Em 95,1% dos casos o resultado foi ferido leve, tendo sido registados 16 feridos graves e 2 mortes.
Entre as naturezas de ocorrência mais frequentes destacaram-se os incêndios em mato, com 105 registos, e os incêndios em povoamento florestal, com 30 registos. Entre os ferimentos mais registados destacaram-se as lesões músculo-esqueléticas dos membros inferiores (56), o trauma dos membros inferiores (46), o trauma dos membros superiores (33) e as lesões músculo-esqueléticas dos membros superiores (32).
A análise sistemática desta informação constitui um instrumento relevante para a identificação de fatores de risco e tendências de sinistralidade, contribuindo para orientar medidas de prevenção, formação e promoção da segurança e saúde ocupacional dos bombeiros.
Fonte: registos de acidentes pessoais com bombeiros reportados à ANEPC
Segurança Rodoviária dos Bombeiros
A importância deste tema é evidenciada pelo facto de vários bombeiros terem falecido em serviço, consequência de acidentes rodoviários, nos últimos anos, o que corresponde a percentagem significativa das mortes em serviço.

A nível da população em geral, os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) nos primeiros dez meses de 2022 registaram-se 27.259 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 392 vítimas mortais, 1.930 feridos graves e 32.009 feridos leves.
Sobre a realidade dos bombeiros existe o conhecimento de que a condução em emergência constitui um risco. No entanto, também sabemos que o tempo despendido até aos locais das ocorrências pode fazer a diferença.
O próprio tipo de ocorrência em que se vai intervir pode alterar a condução, como por exemplo, uma emergência pré-hospitalar que envolva crianças, uma saída para acidente grave, entre outras.
Com a premissa de que a condução em emergência é necessária, e por vezes com condições muito difíceis, é obrigatório e imprescindível que seja feita em segurança.
De salientar que nem todos os acidentes ocorrem em condução de emergência, muitos ocorrem na vinda da ocorrência, no regresso ao Corpo de Bombeiros. É de extrema importância analisar também as causas deste tipo de acidentes, talvez por cansaço, talvez pela manutenção das viaturas, talvez pelas condições da via, talvez pela vontade de chegar a casa.
Tendo a Direção Nacional de Bombeiros noção da gravidade desta situação e da importância de se realizar um trabalho preventivo nesta área, foram realizadas campanhas sobre esta temática de que são exemplo estes cartazes e o vídeo publicado.
